sexta-feira, 5 de setembro de 2008
E Súbito...
Eu acho que gosto mesmo de você!
Sim, preciso dizer que nem sonho sobre você e eu, nem invento coisas sobre nós, seria loucura, isso seria idiota,não é?!
Então, por uma única vez me permito ser, por que quando te vejo o clima muda, o ar muda, tudo muda e depois eu fico falando de você para desconhecidos.
Eu poderia até escrever algumas canções sobre o jeito como pronuncia o meu nome...
Não respondo a você por que tudo que leio, ouço, interpreto, todo o meu saber fica meio sem rumo quando você me diz "Oi" e a única coisa que sei nesse instante é que gosto mesmo de você!
Eu amo pensar em você e posso até passar algum tempo assim, afinal você nem parece de verdade, sabe como aquelas pessoas de filmes?!
Eu queria mesmo te distrair, pra você não notar que devagarzinho o meu jeitinho de gostar iria te cegar...
Às vezes meu coração parece estar numa torre alta, encurralado lá por medos e inseguranças, é a minha prudência, mas aí você chega e faz meu sangue bombar num ritmo charmoso e sinto meu coração bem perto.
Eu gosto mesmo de você!
Eis o maior problema dos desejos, eles acabam não aceitando não como resposta. Você só coloca um fim, se for até o fim, e é preciso viver nem que depois você morra de um jeito com ele.
Confuso não é?! Mas eu ouvi esses dias que além de qualquer certeza, confusão é paixão.
Eu sei, eu sei, a paixão é mesmo ridícula.
Assim, sinto como se estivesse passeando de jangada, daquelas velhinhas indo, indo para o além-mar...
Dá medo, pânico e também paixão ridícula: o mar é intenso e assustador nas profundidades e na superfície é claro e encantador, assim como você! Mas naquela euforia toda não era seguro, lembrei que eu não sabia nadar e quis voltar. Voltei. Bem feliz e firme no meu porto seguro. Dali não deixo de admirar, me perco por alguns segundos cambaleando em ondas de pensamento... Sei que depois do horizonte tem mais belezas e cá existe algo por não descobri-las, mas mato a minha saudade com barulho de conchinha, bem escondida pra ninguém descobrir que ainda sonho em ser sereia.
No final você sabe que não quero o tipo "comédia romântica americana", não gosto desse tipo de filme fraco com final feliz. Prefiro europeus “cult” onde na maioria das vezes as pessoas sofrem e se perdem, mas ainda existe um fim, daqueles com suspiros no ar...
Parte de mim vagamente acha que poderíamos nos dar bem, que deveríamos nos dar bem, mas sou uma garota inteligente, linda, sensata, cheia de charme e vou me alegrar, eu sei, pode ser até uma alegria desconfortável, mas aí tenho cama quentinha e travesseiro macio para ordenar os meus sentimentos.
Ufa! Ta vendo só como todo silêncio às vezes vira grito de desespero?
Eu penso em você quase todos os dias, e me despedaço um pouquinho todas essas vezes, mas vamos combinar assim: é indefinível, mágico e sem muita lógica.
Continuo ouvindo o seu riso como se ele ainda estivesse aqui, e seu perfume não se perderá, nada seu, por que até o seu nada é bonito...
Despeço-me, saudosa e acreditando que amor não se pede, se declara ,se declara!
Você sabe!
Silenciosamente!
Hedlaine Barros, 04 e 05/09/ 2008.
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
Papel
- - -
Substância fina e flexível, feita de fibras vegetais
Usada na escrita e na imprensa.
Foi inventado pelos chineses
No primeiro milênio de nossa era
E trazido ao Ocidente há pouco mais de 600 anos.
É largamente usado em conjunto com tinta
E outras substâncias químicas
Que aderem à sua superfície
Pelo atrito provocado por um instrumento adequado
(Pincel, caneta, grafite, tipos móveis, etc.)
Produzindo desenhos e caracteres usados na escrita.
Essa combinação (tinta + papel)
Permitiu à humanidade preservar e transmitir
Informações de toda espécie
Às gerações posteriores.
O papel do burocrata
é agregar valor ao papel:
pega a resma
carrega a máquina
imprime
grampeia
perfura
carimba
assina
põe o selo
e depois imerge o papel numa gaveta qualquer
ou então entrega ao "cidadão"
que está esperando no balcão há mais de duas horas.
terça-feira, 26 de agosto de 2008
Aos que não nos enxergam
Tudo bem, opção sua, cada um enxerga o que quer. O problema é quando você, sem ter idéia de como sou, resolve dar a sua visão sobre mim.
Talvez você não se enxergue também, antes de mais nada – e assim me tire por parecida contigo. Errando completamente.
Para começar, eu faço questão de ver as pessoas ao meu redor, e isso faz toda a diferença do mundo. Percebo que todos têm algo de especial, estando aí a graça. Percebo belezas que não são minhas, estando aí o prazer.
Percebo inclusive você, parado bem na minha frente, desviando seu olhar para lá e para cá, nervoso com a minha presença, estando aí o ridículo.
Veja bem, não há o que temer em mim. Não quero nada que seja seu. E não sou nada que você também não seja, pelo menos um pouquinho.
Você não precisa gostar de mim para me enxergar, mas precisa me enxergar para não gostar de mim. Ou gostar, e talvez seja exatamente isso que você tema. Embora isso não faça sentido, já que a vida é bela, justamente, quando estamos diante daquilo que gostamos, certo?
Não vou dizer que não me irrita essa sua cegueira específica com relação a mim, pois faço de tudo para ser entendida. Por todos. Sempre esforço-me ao máximo para que isso ocorra, aliás; então, a sua total ignorância a meu respeito, após todo esse tempo, nós dois tão perto, mexe, sim, levemente, com a minha paciência.
Se for essa a sua intenção, porém, mexer com a minha paciência, aviso que anda perdendo sua energia em besteira, pois um mosquito zumbindo em meu ouvido tem um efeito semelhante.
E, se me dou ao trabalho de escrever esta carta para você, é porque sei que você também não será capaz de enxergar o que há nela.
Explicando melhor: preferiria que você me esquecesse, mas até para poder esquecer você vai ter que me enxergar. Enquanto não me olhar de frente, ao menos uma vez, ao menos por um segundo, vai continuar assim, para sempre, fugindo sistematicamente da minha imagem – um escravo de mim, em fuga constante, portanto.
Pode abrir os olhos, vai ver que não sou um bicho-de-sete-cabeças. Sou bem diferente de você, como já disse, mas isso é ótimo.
Sou melhor que você em algumas coisas, pior que você em outras – acontece.
No que eu for pior, pode virar para outrolado; no que eu for melhor, cogite me admirar.
“Olhos nos olhos, quero ver o que você faz...”* Sempre quis cantar isso para alguém. “Olhos nos olhos, quero ver o que você diz...”*
Pronto, um sonho realizado. Já estou lucrando com a nossa relação, só falta você. Basta ver o que eu posso lhe mostrar e enxergar o que eu posso ser para você.
* Trechos da música OLHOS NOS OLHOS, de Chico Buarque
Fernanda Young é escritora, roteirista e apresentadora de TV.
ps.Para todos os que não ainda não são"enchergados"...
Para o Pequeno Príncipe
Quem sempre fala de você é aquela ex-miss que vivia chorando por sua causa, lembra? Ela me contou da sua amizade com a Raposa.
Príncipe, como você é meu amigo de infância, não posso deixar de alertá-lo. Cuidado com a Raposa. Ela parece uma coisa, mas é outra. Faz-se de fofa e é uma cobra, uma chantagista.
Quando a conheci, ela disse que não podia conversar comigo, pois não sabia quem eu era. “A gente s conhece bem as coisas que cativou”, ela falou, toda insinuante.
Respondi que, se nós duas nos cativássemos, ela ficaria triste quando eu fosse embora. Foi quando saquei que ela queria ter um cacho comigo, pois a Raposa pegou no meu cabelo – eu estava loira na época – e disse que tudo bem, porque ela olharia os campos de trigo e se lembraria de mim.
Marcamos um encontro para o dia seguinte, às 4. E ela me pediu para chegar às 4 em ponto, dessa forma ela ficaria feliz desde as 3 somente por esperar o momento do nosso encontro. Achei estranho, mas pensei que fosse charme. Não era.
Cheguei 15 minutos atrasada e a Raposa surtou. Falou que nós somos eternamente responsáveis por aquilo que cativamos. E perguntou para mim, olhando diretamente nos meus olhos, se eu tinha consciência de que “perder tempo” com o outro é o que faz essa história importante. Percebeu o tom de chantagem? Ela joga na cara tudo o que faz em nome do outro. Ela deseja afeto, mas o quer como uma responsabilidade de mão única. Porém, também somos responsáveis quando nos deixamos cativar – relacionamentos são vias de mão dupla.
A Raposa exige a certeza de um compromisso com hora marcada, impondo regras à troca afetiva. As regras dela, claro, já que ela quer todo o afeto a favor de seu bem-estar. Chega a ponto de dizer que será feliz porque você virá. Como se a felicidade fosse algo condicionado ao outro, à espera do outro, ao encontro com o outro.
Veja que coisa infantil. São as crianças que precisam de horários certinhos e de associar suas emoções às pessoas com quem se relacionam. Sentindo prazer ou desprazer diante da ausência ou presença da mãe ou do pai ou de quem quer que seja. Na criança, ainda não há um universo interior, entendeu? Quando nós crescemos, temos de conseguir ver o mundo através das próprias perspectivas. Enxergar a beleza de um trigal sem nos lembrar de ninguém.
A Raposa, como uma criança assustada, quer que aqueles que a amam estejam com ela na hora em que ela deseja. Achando que eles são “responsáveis” pela felicidade dela. Ou seja, o outro lhe deve algo por tê-la cativado.
Desde esse dia, não falo mais com ela. E aconselho você a fazer o mesmo. Ela não é flor que se cheire.
Saudades distantes,Fernanda Young.
Fernanda Young é escritora, roteirista e apresentadora de TV.
terça-feira, 19 de agosto de 2008
Até quando não restassem mais palavras.
Ouvir é fenômeno fisiológico.
Escutar pode ser:
Um alerta, como os ruídos dos passos do ser amado.
Uma decifração de signos, por que escuto da mesma maneira que leio.
Pode ser também, aquilo que não visa e nem espera - signos determinados,classificados, mas sim a transparência de uma "significância" geral, que já não é concebível sem a intervenção do inconsciente.
Te escutar, ouvir sua voz, me auto-exigir uma atenção aberta a esse intervalo corpo/discurso que com certeza, não se limita nem à impressão exercida pela sua voz, nem à expressão dos seus olhos, e sim à trama inconsciente que reatualiza a totalidade da sua história.
O meu comportamento afetivo, se é que ainda há algum mistério nisso, está ligado principalmente à visão, por que do meu corpo flui, transparece que quebrei códigos e há uma decifração parecida com o vermelho e branco, não tão óbvia, mas em cores reais.
Não há como negar, o corpo, o coração, os sentidos à vezes conspiram, transcendem ainda que não saibamos a razão, mas não precisa ter razão, não é?!
Estou destrancada, desobstruída de ruídos insignificantes...
Ouvi algumas canções, mas prefiro os embalos sonoros causados pelo seu silêncio, se é que me entende...
Assim como a verdade deve ser plena,
assim como a lua está ali, absoluta em todas as noites,
assim como não sou óbvia,
assim como consigo ser evidente...
Mil perguntas em torno de você, efeito anéstésico não combinaria com olhos bem abertos.
Há alguém lá fora, quem será?
Ainda que você não passe em frente a minha "casa" tens o convite para entrar.
4 ou 5 horas de devaneio?
Só quis prolongar as horas.
Hedlaine Barros.
segunda-feira, 7 de julho de 2008
Nem doeu tanto assim!
O barulho em volta e meu silêncio interior...
O ser humano é repleto de traumas e o bicho papão do armário agora está mais audacioso. Ele insiste nesses traumas, antigos e novos também já que o Supra-sumo do meu prazer ainda não foi decodificado.
A vida andou soprando o “bafo” de mudanças,
Acordei na sexta feira treze, e joguei água fria no rosto...
Por Hedlaine Barros
13/06/2008
quinta-feira, 12 de junho de 2008
terça-feira, 10 de junho de 2008
Últimas notícias
Um jovem universitário de 21 anos promoveu, na madrugada de hoje, mais uma tentativa frustrada de dominar as palavras. Ele tentou encaixotar pensamentos desconexos e vocábulos obsoletos na estrutura rígida de um poema romântico com rimas alternadas, mas o já deturpado gênero literário não suportou a enorme quantidade de letras por linha e se decompôs num ordinário texto em prosa. segunda-feira, 9 de junho de 2008
Rebatendo a introdução à lógica
Alguém aí pode admitir por um segundo a inveja, o cansaço, o ciúme, a dor, a porra toda que essa química causa no nosso cérebro quando se espalha sem pedir permissão e joga essa doença toda pra cima da gente, a gente que estava calmamente vivendo nossa vidinha idiota?
Alguém aí pode deixar de segurar na muleta social do divertimento, me dar um murro na boca e me prender no pé da cama?
prontofalei!
não posso subir tão alto?
Subir tão alto dá vertigem e olhar para trás deixaria-nos cegos.
Sentada do meio-fio.
...
mais tarde, sentei no meio-fio da casa de um amigo e chorei, chorei!
Esse meu amigo, o dona da casa do meio-fio me disse:
- Você é o tipo de garota que transforma um homem, se ele não for bom o suficiente pra você, você o fará melhor!
...
um silêncio!
...
Okay Ricardo, você tem toda razão, mas não quero mudar ninguém...
...
Naquele dia eu só queria sentar no meio-fio e chorar, chorar!
Hedlaine Barros 07/08/08 9:03
Presente para o dia 12
Calma! Não serei contraditória, afinal vocês sabem, no ano que vem também serei uma publicitária.
O que quero dizer é que assistir tv no mês de junho é um saco! Meche levemente com a minha paciência eu diria...
Ahhhhhh, os presentes!
São tantas opções...
Mas eu definitivamente acho quase todas as propagandas um tanto quanto brega.
Já escolheu o seu?
A minha melhor definição para presente não é: 3. Aquilo que se oferece à alguém, mas com certeza é: 4. Que assiste pessoalmente.(Aurélio)
Assistir pessoalmente, isso sim é presente em um namoro.
Eis a minha definição:
Anseios, alegrias, tristezas boas e ruins...
Sorrisos, saudade, festas e botequins...
Compras,caminhadas, deitar no chão da sala, música e afins...
Fins de tarde, início de manhãs, um pouco de café... Por favor, sirva-me pudim!
Entender os silêncios sem precisar falar é dizer umas juras de amor secreto através de um só olhar.
Bem, se você como eu no dia 12 vai comemorar o aniversário da ausência, a publicidade não é tão malvada e também pode acalentar um coração solitário (que fique claro, momentaneamente...).
Tive uma aula de planejamento no início do ano em que o professor falou sobre traçar metas através da palavra SMART, onde:
S - quer dizer, seja específico.
M - quer dizer, mensure.
A - vem de alcançável.
R - os resultados
T - em quanto tempo.
Nesse dia 12 ainda que paradoxalmente livre vá atrás do que realmente deseja e eu espero que...
S - específico (goste de uma pessoa por vez)
M - mensurável ( você realmente quer 'assistir' essa pessoa?)
A - alcançável ( ahh, o amor correspondido é uma delícia, mas nem sempre a recíproca é verdadeira).
R - Resultados ( sê os lírios querem dizer : Te desafio a me amar! , dê um bonsai...).
T - Tempo ( "a eternidade é o estado das coisas nesse momento")
Faça o Agora!
Por Hedlaine Barros 6 e 08/06/08 10:43h
Ousadia!
- Tá vendo, pra se apaixonar não é preciso muito... Gostei dela assim que a vi!
Ainda não sei se a pessoa disse isso por me achar ousada ou se foi apenas um comentário...
Se for a primeira opção eu realmente tenho uma explicação!
Sei lá, é que ando meio invisível pra você!
Hedlaine Barros 08/06/08 - 14:58h
domingo, 8 de junho de 2008
Introdução à Lógica

Só escrevo por piedade própria, por achar que escrever ainda irá me ajudar a me compreender melhor. Minhas palavras são desprovidas de sentimento. Cada letra minha é um borrão inútil que suja a tela do computador, ocupando um espaço que poderia ser melhor aproveitado com qualquer outra coisa. Dramático, eu? Pode parar a leitura se quiser; neste blog tem textos muito melhores que esse. Se estiver dispost@ a seguir em frente...
Eu sou herdeiro do pensamento greco-romano. Sou formalista e conservador como os melhores juristas latinos. Sou teórico e racionalista como os supremos filósofos helênicos. Não bastasse isso, sou tímido pra caramba. Essa é a minha doença.
Você consegue ler os pensamentos e sentir os sentimentos da pessoa amada só num relance de olhar? Você consegue conhecer alguém por inteiro só com dois minutos de conversa? Muito bem! Qual é o preço para me ensinar? O quê? Isso não tem valor pra você? Ora, sejamos práticos! O mundo é capitalista, eu preciso disso e tenho tanto a oferecer em troca, vamos negociar!
Li alguns textos inteligentíssimos de pessoas inteligentíssimas que, mesmo assim - e por isso mesmo (que paradoxo!) dizem sofrem por amor. Isso escapa totalmente à minha compreensão. Ter a faca e o queijo na mão e morrer de fome é uma proposição que a minha lógica não admite. Eu sou tímido, logo é compreensível que eu não atraia pessoas. Eu tenho sensibilidade de pedra, portanto logicamente se conclui que ninguém se interesse por mim. Minha sabedoria é do tamanho de um grão de areia, dessa forma é natural que meus "conselhos" fajutos (mero plágio de pensamentos alheios) não valham nada.
Será que o sofrimento das dores do amor romântico é uma etapa necessária para dar à luz o amor verdadeiro? É necessário emaranhar-se em confusões e irracionalidades, chegar ao limite do infinito ao revés, para compreender a singeleza de amar? É, talvez seja isso. Sócrates disse: "só sei que nada sei". Por enquanto contentar-me-ei em repetir a mim mesmo essa verdade.
Ricardo G. S. 08.06.2008
sexta-feira, 6 de junho de 2008
Ê! Ê!
Tá tudo ótimo gente, mesxxxxmo...
Aquela fase melancólica e distraída já passou! \o/
Algumas novidades, mas isso é assunto pra uma próxima conversa, portanto, aguardem...
...
Eu vou tirar você de letra nem que tenha que inventar outra gramática, eu vou tirar você de mim assim que descobrir com quantos "nãos" se faz um sim...
quinta-feira, 5 de junho de 2008
Super perfundo no amanhecer antecipado do seu dia.
Qual é a história?Não há história.
São só...pessoas, gestos, momentos.
Fragmentos de sensações.
Emocões evanescentes.
Em resumo...as maiores histórias já contadas.
Você está na história?
Acho que não.Mas estou meio que lendo-apara depois escrevê-la.
waking life
Falei
Assisti ao filme Mentiras Sinceras com uma pontinha de decepção - os comentários haviam sido ótimos, porém a contenção inglesa do filme me irritou um pouco - mas, nos momentos finais, uma cena aparentemente simples redimiu minha frustração. Embaixo de um guarda-chuva, numa noite fria e molhada, um homem diz para uma mulher o que ela sempre precisou ouvir. E eu pensei: como é fácil libertar alguém de seus fantasmas e, libertando-a, abrir uma possibilidade de tê-la de volta, mais inteira.
Falar o que se sente é considerado uma fraqueza. Ao sermos absolutamente sinceros, a vulnerabilidade se instala. Perde-se o mistério que nos veste tão bem, ficamos nus. E não é este tipo de nudez que nos atrai.
Se a verdade pode parecer perturbadora para quem fala, é extremamente libertadora para quem ouve. É como se uma mão gigantesca varresse num segundo todas as nossas dúvidas. Finalmente, se sabe.
Mas sabe-se o quê? O que todos nós, no fundo, queremos saber: se somos amados.
Tão banal, não?
E no entanto essa banalidade é fomentadora das maiores carências, de traumas que nos aleijam, nos paralisam e nos afastam das pessoas que nos são mais caras. Por que a dificuldade de dizer para alguém o quanto ela é - ou foi - importante? Dizer não como recurso de sedução, mas como um ato de generosidade, dizer sem esperar nada em troca. Dizer, simplesmente.
A maioria das relações - entre amantes, entre pais e filhos, e mesmo entre amigos - ampara-se em mentiras parciais e verdades pela metade. Pode-se passar anos ao lado de alguém falando coisas inteligentíssimas, citando poemas, esbanjando presença de espírito, sem alcançar a delicadeza de uma declaração genuína e libertadora: dar ao outro uma certeza e, com a certeza, a liberdade. Parece que só conseguiremos manter as pessoas ao nosso lado se elas não souberem tudo. Ou, ao menos, se não souberem o essencial. E assim, através da manipulação, a relação passa a ficar doentia, inquieta, frágil. Em vez de uma vida a dois, passa-se a ter uma sobrevida a dois.
Deixar o outro inseguro é uma maneira de prendê-lo a nós - e este "a nós" inspira um providencial duplo sentido. Mesmo que ele tente se libertar, estará amarrado aos pontos de interrogação que colecionou. Somos sádicos e ávaros ao economizar nossos "eu te perdôo", "eu te compreendo", "eu te aceito como és" e o nosso mais profundo "eu te amo" - não o "eu te amo" dito às pressas no final de uma ligação telefônica, por força do hábito, e sim o "eu te amo" que significa: "Seja feliz da maneira que você escolher, meu sentimento permanecerá o mesmo".
Libertar uma pessoa pode levar menos de um minuto. Oprimi-la é trabalho para uma vida. Mais que as mentiras, o silêncio é que é a verdadeira arma letal das relações humanas.
Martha Medeiros.
Mas aí lembrei do Macunaíma e disse: Ai que preguiça!
A preguiça hoje é a de falar os "nãos" pra mim mesma, sabendo que na verdade esse seu maldito Não é a sua preguiça de enchergar o que está diante dos seus lindos olhos...
Posso cantar pra você?
Quem sabe sua audição seja mais apurada do que sua visão.
Quando tá escuro
E ninguém te ouve
Quando chega a noite
E você pode chorar
Há uma luz no túnel
Dos desesperados
Há um cais de porto
Pra quem precisa chegar
Eu tô na lanterna dos afogados, Eu tô te esperando, Vê se não vai demorar...
Uma noite longa
Pra uma vida curta
Mas já não me importa
Basta poder te ajudar
E são tantas marcas
Que já fazem parte
Do que eu sou agora
Mais ainda sei me virar
Eu tô na lanterna dos afogados, Eu tô te esperando, Vê se não vai demorar
Uma noite longa
Pra uma vida curta
Mas já não me importa
Basta poder te ajudar
Eu tô na lanterna dos afogados, Eu tô te esperando,Vê se não vai demorar...
Lanterna dos Afogados (composição: Hebert Vianna)
Hedlaine Barros
Mudanças
Conversamos, tomamos tereré e comemos bis branco.
...
Muitos sorrisos!
...
Confissões!
...
Afinidades musicais e espirituais eu diria!
...
Mais sorrisos!
...
assim eu ficaria até amanhecer em julho!
ps. para os curisos:
Amanhecer Em Julho (composição:Ana carolina e Flávio Venturini)
Ado a-ado!
Isso porque eu havia prometido que de jeito nenhum meu blog iria seguir os padrões de blogs que a gente encontra mundo afora! Nem em primeira pessoa devia estar escrevendo aqui! Mas como algumas coisas mudam com o tempo, inclusive a nossa opinião sobre o mundo, aqui estou “reativando” o blog, não sei por quanto tempo, (portanto aproveitem o rompante!).Calma, ninguém será obrigado a ler os meus ‘sentimentalismos emos’, já disse que mudei! Continuo sentimental, mas nada melancólica! Melancolia é pros coitadinhos desprovidos de amor próprio! Estou mais para: “... mas trago a minha blusa aberta e uma rosa em botão!”, da música Elevador da Ana Carolina.E por falar em música, quanto lixo anda tocando nas rádios do nosso país, valha-me Deus! Ei! Não, eu não mudei de assunto! Sei bem que estou falando da ‘produtividade cultural’ disposta para quem quiser ouvir! Aí você me diz: “Mas quem disse que quero ouvir? Acontece que meu vizinho não passa um dia sem tocar o CRÉUUU e dançar na velocidade cinco, parecendo uma batedeira enguiçada!” É, eu entendo! Não você, seu vizinho que dança o créu descontroladamente!Ok! Vou explicar porque! Porque o que eu não entendo mesmo é essa história de ressuscitar a CPMF agora com o nome de Contribuição Social da Saúde, a CSS?! Como se não soubéssemos que vai tudo pro mesmo saco, literalmente, ou vocês já esqueceram do caso dos dólares na cueca?!Não entendo o descontrole dos motoristas brasileiros, especificamente os ‘filhinhos de papai’ que, acostumados a não serem contrariados, descarregam sua raiva com uma arma em uma briga de trânsito, como se a vida fosse parte de um filme de ação em que ninguém sai ferido e se saí, qual o problema?! É tudo encenado!Parte de um filme de ação foi a agressão que uma equipe de reportagens do jornal O Dia sofreu em uma favela do Rio, no último dia 14 de maio. Investigações apontam que militares faziam parte da milícia que protagonizou as cenas de violência. O caso é tão absurdo que ao fazer uma pesquisa no Google com os termos: “jornalistas do jornal O Dia são agredidos por milícia”, o site de busca te corrigirá: “Você quis dizer: jornalistas do jornal o dia são abordados por milícia”.É, como disse no inicio do texto, algumas coisas realmente mudam com o tempo, entre elas os valores que, além de mudarem, se perdem entre o imoral, o ilegal, o inaceitável, o inadmissível.Calma, não mudei de assunto não! É que as vezes acho que diante de tantas ‘carcadas’ sociais, políticas e anormais, resta fazer como aquele seu vizinho lá e dançar conforme o CRÉÉUUUUU ou então ‘companheiros e companheiras, como nunca antes na história desse país’, pegue o seu quadrado e quem pisar na linha vai pagar prenda hein!Vamô lá!Cada um no seu quadrado, cada um no seu quadrado! Eu disse: Ado a-ado cada um no seu quadrado! Ado a-ado cada um no seu quadrado... Ado a-ado!!!!!!!!!!!
visitem o blog dela, \o/ http://intensadistracao.blogspot.com/
ps. Adoro tantoo!
terça-feira, 22 de janeiro de 2008
Epílogo
Então o amor foi ferido
pelo espinho da mais bela flor
e deixou-se queimar no fogo
preso nas correntes da dor
sofreu, gritou, calou
chorou, doeu, sangrou
mas amou...
(M.J.G.S. 22.01.2008)